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A arte de priorizar e Product Operations



No nosso último encontro da Product Operations Brasil abordamos o tema “A arte de priorizar e Product Operations”, onde contamos com a participação do Levi Pereira, que conduziu as discussões e dinâmicas sobre esse tema tão importante e recorrente na área de produtos. Mas, afinal, quais as estratégias, competências e ferramentas para fazermos uma boa priorização?

O encontro se inicia, então, com uma dinâmica onde realizamos a priorização de algumas ações para o próximo trimestre de um time de produto hipotéticas. Por definição, priorizar é dar privilégio, vantagem, tornar algo o mais importante ou o primeiro em uma escala. A partir daí surgem dúvidas tão comuns em nosso dia a dia: “Como saber o que é mais importante?”, “Para quem é importante?”, “Como validar as nossas suposições?”, “Quais entregas geram mais valor?”, “Estamos escolhendo o caminho correto?”, “Qual a melhor sequência de iniciativas para entregar o maior valor?”.


Cenários e Resultados da priorização



Estratégias para priorizar e o papel dos dados


A priorização é uma das principais preocupações na maioria dos Produtos. O time de Prod Ops deve garantir que boas práticas, processos e ferramentas adequadas sejam compartilhadas e utilizadas nos times de produtos para o sucesso dessa tarefa.

Para responder muitas das questões anteriores, o primeiro ponto é recorrermos aos dados. Insumos, métricas e indicadores que irão clarear as incertezas e trazer mais objetividades aos pontos que antes eram subjetivos, garantindo que as melhores decisões possam ser tomadas. Um olhar com atenção para os processos de dados é essencial nesse momento. Esses processos devem garantir que informações sobre o produto, mercado e clientes estão sendo gerenciadas e compartilhadas, de modo que as decisões e atividades do dia a dia se tornam mais ágeis e embasadas. Além disso, a estratégia do produto também deve estar clara e alinhada com os times, de modo que os objetivos e dados direcionem os produtos.

O segundo ponto é realizar uma avaliação comparativa entre os pontos negativos, como riscos, pontos positivos, como oportunidades, e o esforço necessário para cada atividade. Para apoiar essa etapa existem frameworks, que discutiremos na sequência.

Após algumas discussões iniciais, voltamos para a dinâmica de priorização, onde recebemos diversos dados sobre o cenário em que o time de produto se encontrava juntamente com um questionamento: “Faríamos a mesma priorização agora que temos esses dados?”. Obviamente as priorizações foram diferentes agora com o embasamento dos dados.



Frameworks de priorização



Com o objetivo de apoiar nesse processo de decisão existem diversos frameworks e técnicas para as mais diversas situações e finalidades, como, por exemplo, RICE, MoSCow, esforço x impacto, entre outras.

A tabela periódica das técnicas de priorização de produtos apresenta diversos desses frameworks. O eixo horizontal é referente à dependência dos dados, ou seja, se o método depende de informações e opiniões de pessoas internas ou externas ao time de produto. Já o eixo vertical classifica os frameworks em qualitativos e quantitativos.

Vale ressaltar que não existe um framework que se adeque a todas as situações. Cada um deles possui particularidades que o tornam mais efetivo para determinados cenários de acordo com a sua complexidade, momento do produto e objetivo. Um papel importante para a operação de produtos é entender qual o contexto da sua organização e utilizar o framework mais adequado e vantajoso.

A tabela abaixo apresenta a comparação entre alguns dos métodos mais utilizados considerando 5 critérios: simplicidade, data-driven, balanceamento entre valor e tecnologia, adequação a produtos maduros e adequação a MVPs e novos produtos.



Na última etapa do nosso encontro discutimos sobre os principais frameworks, sendo eles, RICE, Matriz Valor x Esforço, MoSCoW.



RICE



Um dos mais populares métodos, RICE é um acrônimo que significa “Alcance, Impacto, Confiança e Esforço”. Através desses fatores e de um modelo de pontuações conseguimos estimar e comparar as iniciativas por meio da Pontuação RICE.

Alcance: é referente ao número de pessoas que utilizarão ou serão impactados pelo recurso em questão.

Impacto: É o nível de impacto do recurso para o produto e a sua promoção em geral. Um exemplo de pontuação para esse critério é considerar os 5 níveis abaixo:

  • 0,25 (impacto muito pequeno)

  • 0,5 (baixo impacto)

  • 1 (impacto médio)

  • 2 (alto impacto)

  • 3 (Impacto massivo)

Confiança: é o critério usado para determinar o nível de confiança da iniciativa baseado nos dados disponíveis. Normalmente dividido em 3 níveis de confiança:

  • 100%-81% (alta confiança)

  • 80%-51% (média confiança)

  • 50%-0% (baixa confiança)

Esforço: está relacionado ao custo e tempo que a iniciativa requer dos times de produto, design e desenvolvimento

As iniciativas podem, então, ser ranqueadas pela pontuação RICE que é calculada pela seguinte equação:


Pontuação RICE da iniciativa = (Alcance x Impacto x Confiança) / Esforço



Matriz Valor x Esforço



Esse framework pontua as iniciativas com base no valor para o cliente e no esforço para a sua entrega. É, de certa forma, uma versão que simplificada do framework RICE onde as iniciativas são separadas em 4 quadrantes: Alto valor e alto esforço (iniciativas estratégicas); Alto valor e baixo esforço (Ganhos rápidos); Baixo valor e alto esforço; Baixo valor e baixo esforço.

Valor: A equipe do produto estima a importância de um recurso em uma perspectiva de longo prazo, considerando fatores como valor gerado, benefício para os clientes e impacto na estratégia.

Esforço (ou complexidade): é o trabalho necessário para entregar o recurso. Fatores a serem considerados são o custo, esforço de desenvolvimento e implantação, risco e complexidade.

A prioridade é definida por meio da equação: Prioridade = Valor / Esforço

As iniciativas devem ser distribuídas nos quadrantes na sequência para que se realize a sua priorização.

Os pontos positivos desse framework são a sua simplicidade, flexibilidade, além de tornar muito visual a prioridade de cada iniciativa. Como pontos de atenção temos que sem uma fórmula de pontuação concreta, os resultados podem ser bastante subjetivos. Outro ponto de atenção é quando existem muitos recursos a serem avaliados, de modo que a estimativa de esforço e valor de cada deles pode dificultar essa abordagem



MoSCow


MoSCoW é um acrônimo para “Must have, Should have, Could have, Won’t have this time”. É um método bastante simples para determinar qual recurso é mais importante para o cliente e stakeholders os classificando em 4 categorias:

  • Must have (Deve ter): São os recursos obrigatórios. Negligencie qualquer um deles e o sprint atual provavelmente falhará.

  • Should have (Deveria ter): São recursos importantes e com certa prioridade, porém não mandatórios. Possuem impacto, mas não nesse momento, porém devem ser implementados no futuro

  • Could have (Poderia ter): São melhorias pontuais que não exigem recursos consideráveis e não são essenciais.

  • Won't have this time (Não vai ter dessa vez): São os recursos que são considerados os menos críticos ou não alinhados com a estratégia do produto.

Como ponto positivo temos a sua transparência e simplicidade para implantação. Um ponto de atenção é que esse método pode criar um desequilíbrio entre o que é necessário e o que é desejável no produto



Outros frameworks


Por fim, trago aqui também alguns links para mais detalhes de outros frameworks populares.


Encontro Comunidade Brasileira de Product Operations


Para acessar a gravação completa do encontro, acesse o link do Zoom.

Senha: bB3&b#BF


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