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Estruturas de Product Ops

Em mais um encontro da Comunidade brasileira de Prod Ops, discutimos sobre Estruturas em Prod Ops, apoiados em dois casos reais de empresas de tecnologia. Os convidados foram Paulo de Almeida, Head de Product Ops na Blu e Lilian Grumbach Diretora de Product Ops na OLX Brasil.


Atuante no mercado B2B, Paulo abriu o encontro descrevendo um pouco da complexidade do seu produto, bem como a estrutura necessária para atuar de forma orgânica no mesmo. Com foco principal da área em dar voz ao cliente e entender o que ele está falando, sua estrutura, como o mesmo descreve, é enxuta, iniciando o ano somente ele e um estagiário, onde em Agosto três novos estagiários se juntaram à equipe de Ops.

Devido ao forte entendimento do negócio e cultura de Product Ops no seu time, um de seus colaboradores se destacou e foi convidado a se juntar a outra área. Isso somados aos anseios do time de escalar sua participação nas áreas fez com que eles iniciassem um teste, onde o seu colaborador se mudou temporariamente para outro time sem deixar o anterior, sendo assim responsável por disseminar a cultura de Product Ops.


Questionado sobre qual o perfil das pessoas que compõem a área, Paulo respondeu que na Blu não existe um perfil específico, tendo diversos perfis inclusive um dos colaboradores é engenheira elétrica, com um perfil muito forte em dados e processo, dando a roupagem necessária para o que é preciso dentro da operação atual.


Em seguida, Lilian trouxe o contexto no qual a OLX Brasil está inserida, sendo uma empresa constituída de outras empresas adquiridas ao longo do tempo. Apesar do início de product operations dentro da OLX Brasil ser atrelada a operação de produto e portanto reportando ao CPO, entendeu-se com o tempo que seria preciso olhar as operações de produto em um contexto mais amplo, que contém não só pessoas de produto mas também engenheiros e analistas de dados. Ou seja, toda estrutura que desenvolve produtos digitais, nascendo assim a área de Tech Product Operations.




Figura - Evolução da estrutura que foi motivada pela dimensão dos desafios de comunicação e alinhamentos necessários com os times, adquirindo novas responsabilidades e auxiliando em novos problemas com o tempo.


Com o desafio de escalar para melhorar a comunicação entre as pessoas de produto alinhadas aos objetivos estratégicos, a OLX Brasil investiu não somente em Product Ops, mas também na posição de Programme Manager, onde as pessoas possuem mindset de produto e não necessariamente um mindset de projeto. Além disso, o time de agilidade foi incorporado ao time, no qual também existe um papel, chamado Prod Ops Specialist, que é responsável por definir os processos de Discovery e de Delivery. Ainda, existem pessoas de dados no time distribuídas entre as diversas disciplinas da empresa, respondendo perguntas diferentes através de dados.


Questionada sobre a pessoa de dados está dentro da área de Product Ops e se existe alguma área de BI na empresa, Lilian trouxe que sim, existem várias estruturas de análises de dados dentro da estrutura da OLX Brasil, com inclusive um tribo inteira de big data, com plataformas de dados para suportar análise de dados e demais. Cada estrutura, por sua vez, olha muito para desafios e perguntas que cada equipe quer resolver. Já um analista de dados dentro de operações, olha tem a visão mais holística, se a operação está saudável, como está o portfólio dos produtos, sua saúde e com isso gera insights para o negócio como um todo.


Já sobre eles também olharem para estruturação e processos de engenharia, além de produto e agilidade, para o caso da OLX Brasil, existe sim alguém olhando para produto no início e desde o ano passado atuando dentro de uma gestão técnica. Com isso eles são responsáveis por olhar para o processo inteiro de produto, apoiando não só no discovery. Assim é necessário termos também perfis especialistas mais específicos para tarefas específicas como o DevOps, DesignOps e demais.


Por fim, um resumo dos principais aprendizados sobre estruturas em Product Ops do nosso encontro:

  • A estrutura depende de vários elementos - tamanho da companhia, nível de maturidade em produto, problemas que Prod Ops está de fato resolvendo, objetivos da companhia, etc.

  • A estrutura de Prod Ops tem que ser flexível e se adaptar às realidades e evoluções da companhia.

  • Sobre as diferenças entre Programme Manager e Product Ops Specialist: O Product Ops Specialist olha para o processo enquanto o Programme Manager trabalha em resolver um problema de negócio (produto transversal) de ponta-a-ponta.

  • A diversidade do time varia de acordo com a complexidade do produto, podendo agregar vários “Ops” dentro da estrutura como Design Ops e demais. O mesmo se aplica aos analistas de dados, respondendo a perguntas sobre como está a saúde dos produtos.


Nossa comunidade no Slack: Comunidade ProdOps Brasil.


Artigo escrito por Diogenes Laertius, Líder de Produto na Bild e Vitta juntamente com Priscilla Ribeiro, Product Ops na PicPay.


Para acessar a gravação na íntegra segue o link do Zoom, senha (yFi6KJ$x).


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